Início › Escapadinhas › As Cinque Terre

As Cinque TerreDe comboioСССР — CC BY-SA 2.5 ca (Wikimedia Commons)

As Cinque Terre

Ligúria, Itália · Itália

Cinco aldeias de pescadores encaixadas em onze quilómetros de falésia da Ligúria, unidas durante séculos só por trilhos e pelo mar porque não havia forma de abrir uma estrada. Por cima delas, sete mil quilómetros de muros de pedra seca sustentam os socalcos de vinha lavrados à mão geração após geração. Esta escapada FAZ-SE DE COMBOIO: não é uma preferência, é que os cinco cascos têm o trânsito restrito, e a estrada de montanha que os une é lenta, com estacionamento escasso e caro à entrada de cada aldeia.

3 dias2 noites6 paragensMelhor época: De abril a junho e setembro e outubro. O Cinque Terre Express funciona aproximadamente de meados de março a princípios de novembro, por isso fora dessa janela o transporte complica-se. Julho e agosto são insuportáveis de gente e de calor nos trilhos. E no inverno vários trilhos fecham por risco de desabamento.

Dia 1 · As duas do sul

Riomaggiore e Manarola · de comboio

RiomaggioreThis Photo was taken by Timothy A. Gonsalves. Feel free to use my photos, but please mention me as the author. I would much appreciate if you send me an email tagooty@yahoo.com or write on my talk page, for my information. Please contact me before commercial use. Please do not upload an edited image here without consulting me. I would like to make corrections only at my own source to ensure that the changes improve the image and are preserved.Otherwise you may upload an edited image with a new name. Please use one of the templates derivative or extract. — CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)

Riomaggiore

património

O primeiro dos cinco vindo do sul, com as casas de cores empilhadas numa fenda entre duas encostas e a descer até um porto diminuto onde os barcos se tiram da água e ficam varados na rua. Diz a tradição que os pescadores pintavam a sua casa de um tom distinto para a reconhecerem do mar.

Conselho

Daqui sai a Via dell'Amore para Manarola, reaberta na totalidade em 2025 depois de anos fechada. Hoje percorre-se só neste sentido, com hora reservada e um bilhete à parte: reserva-a antes de ir.

5 min até à paragem seguinte

ManarolaThis Photo was taken by Timothy A. Gonsalves. Feel free to use my photos, but please mention me as the author. I would much appreciate if you send me an email tagooty@yahoo.com or write on my talk page, for my information. Please contact me before commercial use. Please do not upload an edited image here without consulting me. I would like to make corrections only at my own source to ensure that the changes improve the image and are preserved.Otherwise you may upload an edited image with a new name. Please use one of the templates derivative or extract. — CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)

Manarola

miradouros

O mais fotografado dos cinco, e a fotografia faz-se do miradouro de Nessun Dorma, no promontório de Punta Bonfiglio: a aldeia inteira a cair sobre a água em degraus de cor. Atrás sobem os socalcos de vinha onde se faz o sciacchetrà, o vinho doce que o poeta Eugenio Montale elogiou.

Conselho

Nestas cinco aldeias calcula-se que haja uns sete mil quilómetros de muros de pedra seca a sustentar os socalcos, levantados à mão durante séculos. Olha para cima, não só para o mar.

Dia 2 · A de cima e a do porto

Corniglia e Vernazza · de comboio

CornigliaThis Photo was taken by Timothy A. Gonsalves. Feel free to use my photos, but please mention me as the author. I would much appreciate if you send me an email tagooty@yahoo.com or write on my talk page, for my information. Please contact me before commercial use. Please do not upload an edited image here without consulting me. I would like to make corrections only at my own source to ensure that the changes improve the image and are preserved.Otherwise you may upload an edited image with a new name. Please use one of the templates derivative or extract. — CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)

Corniglia

património

O único dos cinco que não toca o mar: está no alto de um promontório a cem metros, e da estação há que subir a Lardarina, uma escadaria de trezentos e oitenta e dois degraus em trinta e três lanços. Por isso é o menos visitado e o que melhor conserva o ar de aldeia agrícola em vez de piscatória.

Conselho

Há um autocarro lançadeira desde a estação se não quiseres os degraus, e vai incluído no cartão de comboio. E o miradouro de Santa Maria, no fim da aldeia, abarca as cinco aldeias de costa ao mesmo tempo.

10 min até à paragem seguinte

VernazzaLuca Casartelli — CC BY-SA 2.0 (Wikimedia Commons)

Vernazza

história

O único com porto natural dos cinco, e por isso dos mais antigos e o que teve castelo: a torre Doria vigiava a entrada desde o século XI para avisar dos piratas sarracenos. Em outubro de 2011 uma torrente de lama desceu pelo barranco e sepultou a aldeia até quatro metros de altura; houve vítimas em Vernazza e Monterosso e demorou anos a reconstruir-se.

Conselho

A fotografia de Vernazza de cima faz-se subindo dez minutos pelo trilho para Monterosso, não da aldeia. Esse troço precisa do cartão do parque.

Dia 3 · O trilho que as unia

De Vernazza a Monterosso · 4 km a pé

O Sentiero Azzurro até MonterossoLee Coursey from Decatur, GA — CC BY 2.0 (Wikimedia Commons)

O Sentiero Azzurro até Monterosso

natureza

O troço de Vernazza a Monterosso são quase quatro quilómetros pela cornija, entre socalcos de vinha e oliveira, e não se faz em menos de duas horas: sobe e desce continuamente por escadarias de pedra. É o melhor pedaço do trilho que unia as cinco aldeias quando não havia nem estrada nem comboio.

Conselho

Precisa do cartão do parque. E proibido em chinelos ou sandálias abertas: há controlo e não é uma recomendação, é norma. Leva água, porque neste troço não há fontes.

Monterosso al MareLee & Chantelle McArthur from SMiths, Bermuda — CC BY 2.0 (Wikimedia Commons)

Monterosso al Mare

cultura

O maior e, com Vernazza, dos mais antigos, partido em dois por um túnel escavado na rocha: de um lado o casco medieval, do outro o bairro novo de Fegina com a única praia de areia grande dos cinco. Aqui veraneava em criança Eugenio Montale, que ganhou o Nobel da literatura e escreveu sobre estes socalcos.

Conselho

Repara na estátua do Gigante, um Neptuno de catorze metros de betão armado feito em 1910 para sustentar o terraço de uma villa. Perdeu o tridente e os braços nos bombardeamentos da guerra e continua ali, mutilado.

Esta escapadinha está na app, dia a dia, com cada paragem no mapa, os trajetos entre elas e onde dormir, e a opção de a guardar para quando não houver rede.

Abrir no JourGuide

Escapadinhas